domingo, 14 de junho de 2015

4º Dia: Itambé do Mato Dentro à Bom Jesus do Amparo


O dia começou por volta das 7 horas da manhã com o café da manhã e partimos rumo à Ipoema. Essa parte nos prepara uma subida, asfaltada, já na saída. O frio já tinha passado bastante e já não havia mais serração e névoa pelas ruas, mas as montanhas estavam frias o que nos remeteu ao uso de blusas e/ou segunda pele.

Foram muitas subidas, como não poderia deixar de ser, até chegarmos na pequena Senhora do Carmo onde paramos para repor um pouco das energias e continuar seguindo rumo à Ipoema, no entanto agora sem asfalto.

Pegamos logo de cara uma montanha para subir, mas as belezas naturais são incríveis e compensa cada pedalada. Os olhos e olhares se perdem em meio de tanta coisa para se observar em pouco tempo, afinal os olhos devem estar a todo momento na estrada para evitar algum tipo de acidente.

Fomos pedalando, nos guiando pelas planilhas e marcos da estrada real até que chegamos em Ipoema. Esse foi o local escolhido para o almoço e também conhecermos o Museu dos Tropeiros. Quanta cultura, quanto conhecimento e quanta dificuldade aquele povo enfrentava para realizarem o seu trabalho e ganhar seu suado pão.

Agora falta pouco, apenas 13 quilômetros. Para alguns pode ser pouco e de fato é, porém a musculatura já estava machucada e a vontade de ficar deitado naquela praça falava mais alto.

Aos poucos fomos saindo em grupos pequenos até que por fim Ipoema ficasse para trás e focássemos nossas atenções em Bom Jesus do Amparo. Local agradável, simples e acolhedor.

Um breve momento de oração e agradecimento na igreja matriz local e finalizava nossa aventura nessa etapa.

Mês que vem tem a terceira etapa na qual pretendemos chegar em Ouro Preto.

O que dizer disso tudo? Não há como descrever por palavras a emoção, a alegria e tudo que vivemos intensamente nesses dias de Estrada Real. Talvez seja melhor eu parafrasear os versos de José Duduca Morais:


"Oh! Minas Gerais
Oh! Minas Gerais
Quem te conhece
Não esqueces jamais
Oh! Minas Gerais"

sábado, 13 de junho de 2015

3º Dia: Conceição do Mato Dentro à Itambé do Mato Dentro

Começamos nosso dia à 1:00 da manhã na apresentação que ocorreu no estacionamento da drogaria Araújo da Cristiano Machado.
Saímos de BH às xx:xx e chegamos em Conceição do Mato Dentro onde retiramos as bikes da van e tomamos um café da manhã.

Começamos a pedalar às 07:10 rumo ao Morro do Pilar. Nesse caminho passamos por muitos locais bonitos, com um clima de natureza e ar puro de nos deixar esquecer todo e qualquer tipo de problema que tenhamos.

No meio do caminho encontramos com várias pessoas indo para Conceição do Mato Dentro à cavalo, num determinado ponto, estávamos parados descansando em uma sombra, quando o Sr. Geraldo para seu carro e começa a armar uma espécie de bar ambulante. Nós começamos a conversar com o mesmo e de repente foi nos servido uma famosa água que passarinho não bebe. Tomamos algumas doses e entre uma oportunidade e outra, o Sr. Geraldo começou a nos contar várias histórias daquelas terras bem como sua própria história que nos deixou comovidos e emocionados.

Foram muitas subidas e escaladas até chegar em Moro do Pilar, onde fizemos uma parada para o almoço. Quando pensávamos que o trajeto seria mais fácil fomos surpreendidos por muito mais moro e escalas.

Foram vários quilômetros num sol escaldante, com muita subida e lugares lindos. As vezes até nos esquecíamos do desafio que estávamos fazendo e simplesmente curtíamos aquelas lindas paisagens que a estrada real nos proporciona.

As horas foram passando a tarde caindo e logo com ela o anoitecer desse dia 13/06. As lanternas tiveram que ser retiradas da mochilas e então retornamos ao pedal. Subidas, descidas e mais subidas chegamos aos 10 últimos quilômetro.

Ah! Que alívio. Alívio? O pedal passou a ser composto por subidas, pequenas descidas e trechos em linha reta, esse último sempre com muito banco de arreia dificultando a pedalada e exigindo força e perícia ao mesmo tempo. Portanto um desafio a mais para o dia.

Por fim chegamos ao hotel, tomamos um banho e fomos brindados por um jantar típico das montanhas e cidades do interior de Minas Gerais.

Agora vamos descansar que amanhã temos que chegar em Bom Jesus do Amparo...




sexta-feira, 12 de junho de 2015

O Dia D: 2ª Etapa


Como passou rápido essa semana, quando assustei já estava no dia de preparar para viajar. Será que conseguirei colocar tudo em ordem? Claro, tenho certeza que sim, afinal ainda tenho 24 horas para resolver tudo.

Já estive com a equipe da Van que nos levará até Conceição do Mato Dentro, busquei minha bike, a Mística, na manutenção e agora é preparar o psicológico, pois a semana foi difícil, e colocar tudo no alforge.

Vou levar apenas o básico para não precisar carregar muito peso.

Obrigado meu amigo Ricardo pelos ajustes e alterações na configuração da Mística. Com certeza ela está bem mais preparada que eu para esses 110 km entre Conceição do Mato Dentro e Bom Jesus do Amparo.

Espero encontrar com o amigo Fernando Gonçalves em Bom Jesus do Amparo, pois ele é uma pessoa que incentiva e muito os aventureiros da Estrada Real.

Já organizei o que levar, apenas ainda não coloquei no alforge.

A ansiedade está tomando conta de mim desde quando acordei nessa quinta-feira, tem muitas pequenas coisas a serem acertadas até o momento da partida. Essa noite preciso dormir bem, para poder estar bem disposto no trajeto desse sábado.

Checklist


  1. Planilhas - OK
  2. Pontos de Carimbos - OK
  3. GPS - OK
  4. Câmara Reserva - 2 OK
  5. Powerlink - OK
  6. Kit remendo com cola - OK
  7.  Kit chave alen - OK
  8. Camisa ciclista - 2 OK
  9. Meias - 2 pares OK
  10. Camisa casual - OK
  11. Blusa corta vento - OK
  12. Chinelo - NOK
  13. Rádios - NOK
  14. Máquina Fotográfica - OK
  15. Powerbank - OK
  16. Carregador de celular - NOK
  17. Carregador dos rádios - OK
  18. Carregador da máquina fotográfica - OK
  19. Cartão de memória - OK

terça-feira, 2 de junho de 2015

2ª Etapa: Sem o apoio da Van - Vamos carregando as malas

Num primeiro momento veio o susto, depois lembrei que já tive essa experiência e ela foi muito agradável.

Portanto após recuperado do susto, vamos a algumas dicas que podem fazer a diferença.

A segurança é um item de suma importância em uma cicloviagem, como estamos fazendo em grupo esse quesito já está muito amadurecido. Mas é sempre bom frisar que temos algumas ações a realizar antes da cicloviagem.

Itens a serem verificados:

  • A magrela deve estar revisada: freios, marchas e pneus
  • Ferramentas adequadas para troca e reparo de pneu e câmera
  • Ferramenta para conserto de correntes (powerlink)
  • Uma gancheira reserva não deve faltar a nenhum cicloviajante
  • A escolha do bagageiro é muito importante, principalmente no quesito carga suportada (lembro que é bom levar apenas o essencial) - Levar o mínimo de peso nas costas
  • Cada ciclista é responsável por sua própria segurança. Lembre-se que um acidente pode acabar com a cicloviagem de todos do grupo
  • Consciência de grupo, ou seja, estamos juntos e não vamos nos distanciarmos muitos uns dos outros (ou fora do alcance dos rádios)
  • Conhecer detalhes e obter informações sobre os locais a serem percorridos
Itens de primeiros socorros e demais: água oxigenada, atadura, curativo, protetor solar, repelente e hipoglós (assaduras são comuns em longas distâncias) 

E então o que levar na bagagem? Seja econômico e leve apenas o necessário, o efeito peso pode ser uma barreira maior e quanto mais longo, mais o peso é um desafio
  • Roupas: Fáceis de serem empacotadas e de secagem rápida
    • Leve estritamente o necessário. Se possível usar apenas uma roupa para pedalar (lave à noite e use no dia seguinte), senão for possível leve duas mudas de roupa completas
    • Leve uma muda de roupa para usar quando chegar (peças leves)
    • Para o frio leve um corta-vento com capuz e manga longa (combine com manguito e/ou segunda pele) 
  • Colocar as roupas em sacos plásticos (zip lock ou embalagens de roupa de cama), pois evitaria de serem molhadas em caso de chuva ou travessia em rios
  • Levar uma toalha extra absorvente (toalha mágica) se necessário, pois geralmente nas pousadas tem toalha. Essas toalhas são leves e não ocupam espaço, em caso de chuva pode-se usá-la para se secar e voltar a pedalar

Trilhas: essa eu recomendo que todos deem uma estudada e analisada nas planilhas disponibilizadas pelo Instituto Estrada Real, inclusive com os comentários de cada trecho fornecidos pelo instituto

Trechos que percorreremos:
Nível de experiência e preparo físico dos integrantes do grupo: O ideal é que todos do grupo tenham níveis similares de preparo físico para os trechos definidos.
Como sabemos que isso não é possível em grupos grandes como o nosso é bom lembrarmos que a velocidade e o tempo para percorrer os trechos será estabelecido pelo integrante de menor preparo. Ninguém deve ser deixado para trás ou ser forçado a fazer um esforço físico maior que sua capacidade.

Documentar a viagem: não esqueçam a máquina fotográfica e filmadora. Verifique todo o equipamento antes da viagem: baterias carregadas, espaço nos cartões de memória

O objetivo da cicloviagem é a diversão, curtir com os amigos o prazer da pedalada e chegar ao destino com seu próprio esforço físico. 
É muito recompensador quando se chega ao destino e diz "eu consegui", mas eu recomendo não pensar e ficar olhando o tempo todo quanto falta para chegar, pois assim perde-se a essência da cicloviagem que é a diversão e registro das paisagens por onde se passa.

Recomendações às mulheres
  • Evite viajar no seu período menstrual, além da TPM há o grande desconforto de não haver banheiros à disposição para a sua higiene pessoal
  • Cuidado com a pele (homens também): proteja-se ao máximo. O uso do protetor solar é importante para nós que estaremos por muito tempo exposto ao sol
  • Use o capacete com aba frontal: por menor que seja haverá sempre sombra no seu rosto
  • Use óculos, tanto pela segurança quanto pela proteção
  • Quanto aos cabelos o ideal é mantê-los presos se forem compridos. Use prendedores ao longo de todo o rabo de cavalo ou trança: isso evitará que o cabelo embarace e também o protegerá um pouco mais contra poeira e sol. A bandana ou lenço ajuda a proteger a parte de cima do cabelo, além de proteger os olhos do suor que escorre da testa. Vejam os protetores para cabelos, pois o inimigo é um trio: sol, poeira e suor.
  • Use esmaltes claros, pois os vermelhos darão um aspecto ruim se descascarem (Nem sempre haverá tempo para cuidados com as unhas). Deixem as unhas bem aparadas, com esmaltes claros e use protetor solar também nas mãos, leve uma lixa em sua bagagem
  • A sua bagagem deve conter o mínimo necessário, lembre-se que o peso pode dificultar muito a sua viagem e até mesmo a inviabilizar. Vocês podem combinar entre vocês de dividirem quem leva qual item mais necessário, para evitar que todas levem pesos desnecessários
  • As pernas são as primeiras a sofrerem arranhões, batidas, etc. Para evitar que sua perna fique com hematomas, ou para suavizá-los, use pomadas e gel específicos para essa finalidade. (Eu prefiro usar calças em cicloviagens - protege do sol e pequenos arranhões)
  • Por falar em pernas, faça a depilação poucos dias antes da cicloviagem para que elas estejam perfeitas até o final da aventura.

Esse texto foi adaptado da Revista Bicicleta: http://www.revistabicicleta.com.br/bicicleta.php?vai_fazer_uma_cicloviagem_em_grupo_sem_apoio?_confira_as_dicas_e_coloque_o_pedal_na_estrada.&id=2911

terça-feira, 12 de maio de 2015

Planejamento da 2ª Etapa

Já recuperados do cansaço da primeira etapa é hora de começarmos a pensar na próxima, isso mesmo a brincadeira ainda não acabou, afinal estamos apenas no início.

Nessa segunda etapa faremos um trajeto começando em Conceição do Mato Dentro, onde finalizamos a primeira, seguindo rumo à Bom Jesus do Amparo.

Para isso teremos que passar pelos 27 quilômetros entre Conceição do Mato Dentro e Morro do Pilar que é composto por descidas íngremes e passagem por matas fechadas, podemos esperar com certeza muitas subidas, pois para ter descida é preciso subir. E como diz uma amiga minha "Rumo à estratosfera"

Fecharemos nosso primeiro dia dessa segunda etapa em Itambé do Mato Dentro que fica a 35 km de Morro do Pilar e por onde enfrentaremos longas subidas até sua chegada. Isso me fez lembrar da pacata São Gonçalo do Rio das Pedras que fica no alto de uma montanha. Vamos a mais um dia de escaladas pelas montanhas de Minas.

Nesse trecho estaremos no coração do Parque Estadual da Serra do Cipó, segundo informações é um local de rara beleza e que deverá ser muito bem aproveitado pelos olhares atentos e registrados em fotografias.


Pela experiência que tive da primeira etapa, tem alguns lugares que quero ir conhecer com mais tempo e explorar um pouco mais do que se consegue em uma cicloviagem.

No domingo começaremos então da Matriz de Itambé do Mato Dentro seguiremos rumo à Ipoema, um trecho longo composto de 31 km e que oscila entre subidas curtas e partes planas.

Depois seguiremos rumo ao nosso destino final que será Bom Jesus do Amparo que fica a 13 km em asfalto de Ipoema. Nesse local encontraremos com nossa van que nos trará em segurança para o conforto de nosso lar em BH.

As expectativas são grandes e esperamos que as emoções sejam como as da  primeira etapa, bem como as paisagens e experiências adquiridas.

A galera está se divertindo e se superando muito nesse desafio grande que é realizar o lindo e surpreendente Caminho dos Diamantes da Estrada Real.

Torcemos e muito para que mais ciclistas se aventure por esses caminhos tão bonitos e cheios de histórias para nos contar. Que possam desfrutar da simplicidade e receptividade desse povo humilde e hospitaleiro do interior de Minas Gerais.

Os detalhes de quilometragem e grau de dificuldade são descritos da seguinte forma:







Todos esses dados foram retirados do portal do Instituto Estrada Real que eu recomendo à todos que desejam realizar essa cicloviagem.

As leituras das planilhas e detalhamentos são de supra importância para uma aventura mais tranquila e sem riscos.

Pontos de Carimbo do Passaporte:
Nessa etapa teremos 2 carimbos, uma vez que já temos o carimbo de Conceição do Mato Dentro.

Itambé do Mato Dentro: Pousada Lava-Pés, Pousada Portal do Itambé, Hotel e Restaurante Estrela
Ipoema: Pousada Tropeiro Real, Museu do Tropeiro, Pousada Estrada do Rei


A viagem

13/06/2015 01:00 - Apresentação à van
13/06/2015 05:45 - Chegada, desembarque e café da manhã
13/06/2015 07:00 - Início da pedalada
13/06/2015 18:00 - Chegada ao Hotel onde pousaremos e carimbaremos os passaportes
14/06/2015 07:00 - Café da manhã já com tudo pronto para sairmos
14/06/2015 08:00 - Início da pedalada (parte do trecho em asfaltamento)
14/06/2015 11:00 - Visita ao Museu dos Tropeiros
14/06/2015 12:00 - Almoço e carimbo dos passaportes
14/06/2015 13:00 - Pedalar rumo à Bom Jesus do Amparo
14/06/2015 14:30 - Apresentação à van



Esperamos que essa etapa seja melhor que a primeira que já foi indescritível.

Oh! Minas Gerais /
Oh! Minas Gerais /
Quem te conhece /
Não esquece jamais /
Oh! Minas Gerais

segunda-feira, 11 de maio de 2015

2º Dia: Serro à Conceição do Mato Dentro

Segundo Dia do Projeto 100% da Estrada Real

Despedimos da cidade do Serro na manhã desse domingo dia das mães e seguimos, após o café da manhã e dar aquela manutenção rápida nas bikes.

Nesse segundo dia acabamos seguindo placas ao passo de seguirmos os marcos e não conseguimos passar por Alvorada de Minas, pois o trajeto que pegamos chegou ao encontro da estrada oficial já no trevo que leva à Itapanhoacanga (quero ver falar esse nome sem ser silabicamente)

Aprendemos com isso que sempre teremos que seguir os marcos e principalmente fazer um pequeno fórum para estudarmos as planilhas e que é importante chegar ao marco 0 de cada cidade ou lugarejo.

Nem por isso foi menos divertido, seguimos por uma parte de asfalto e logo em seguida mais terra, afinal esse é nosso objetivo.

Como o nome do esporte é Montain Bike, nesse primeiro trecho não tivemos muitas subidas desafiadoras, porém de Itapanhoacanga até Santo Antônio do Norte de Tapera pagamos toda nossa língua ao elogiar o caminho até ali.

Bem na saída de Itapanhoacanga nos deparamos com uma subida muito ingrime e com cascalho bem solto, mas então o recurso foi fazer força e seguir com a magrela montanha acima. Muito divertido e recompensador poder fazer esses desafios com a magrela.

O empurra bike é algo que ocorreu várias vezes nesse trecho que é composto de subidas com altimetria muito elevada e alguns pontos com pedras soltas.

Chegamos ao alto da montanha onde tivemos uma visão da imensidão do que iríamos percorrer ainda. Mas tão imenso quanto a distância foi a paisagem que nos deparamos. Ficamos um tempo esperando o restante do pessoal chegar, bem como admirando essas belezas naturais tão agraciadas por Deus.

Porém não podemos ficar muito tempo apreciando, pois o tempo urge e precisamos chegar em Tapera (Santo Antônio do Norte de Tapera) para tentarmos comer alguma coisa que não o que trazíamos conosco.

Tão grande quanto a subida/escalada que fizemos foi a descida até Tapera. A descida da montanha foi tão grande que em alguns momentos os dedos ficavam doloridos de puxar os freios e víamos marcas de freadas mais bruscas realizadas por nossos colegas que desceram na frente.

A chegada é nessa igreja modesta, assim como o lugarejo, porém que nos remete a um período bem longe do que vivemos atualmente.

Achávamos que novamente iríamos comer pão com linguiça quando de repente encontramos o local de realizar carimbos e que negociamos um almoço para aqueles que por ventura não quisessem a iguaria pão com linguiça.

Estávamos com o tempo curto, no entanto resolvemos saborear essa comida feita em fogão à lenha e que estava muito gostosa, apesar da fome que estávamos que já é um grande tempero a comida estava realmente muito bem temperada e feita com carinho.



 O tempo é curto, então vamos colocar as bikes e pernas para funcionarem, pois temos um longo trecho até Conceição do Mato Dentro.

Começamos então com uma subida bem ingrime que não poderíamos esforçar muito, pois acabamos de almoçar. Mas ao final dessa subida começamos uma estrada de chão bem tranquila de pedalar com subidas e descidas não muito desafiadoras, porém com os músculos já cansados tudo fica um pouco mais desafiador.

Nesse trecho é importar mencionar a ocorrência de 3 mata-burros alinhados transversalmente, o que pode acarretar em um acidente grave para bicicletas ou motocicletas. Foi um susto chegar no primeiro deles e o medo de ter outros nos fez diminuir um pouco mais a velocidade que estávamos aplicando.

Fomos agraciados com um final de dia e um por do sol que não foi possível resistir e registrar em algumas fotos.

Apesar de todas as dificuldades que enfrentamos imaginas e paisagens como essas nos faz acreditar que todo esforço é recompensado e que jamais devemos desistir de realizar alguma aventura por apenas medo de enfrentar de peitos abertos os desafios.

Sentir a noite chegando deu um misto de ansiedade e medo, pois não sabíamos o que enfrentaríamos pela frente e tinha a situação asfalto à noite para chegar em Conceição do Mato Dentro, porém antes de chegar lá passamos por um vilarejo chamado Córregos.

Esse povoado é bem simples e muito singelo, mas a igreja nos chamou a atenção com um largo à sua frente onde nos refrescamos e descansamos um pouco.

Assim que todos do grupo chegaram e descansaram partimos novamente para os 25 km faltantes para chegarmos ao nosso destino dessa primeira etapa.

A noite foi caindo e o cansaço chegando mais forte. Com isso a velocidade novamente foi diminuída, pois apesar das lanternas que estávamos o medo de encontrar com algum obstáculo maior e até mesmo sofrer algum acidente falava muito algo.

Seguimos o trajeto até que chegamos então à pacata Conceição do Mato Dentro onde nossa van nos aguardava para realizarmos o retorno para BH e aguardar pelas próximas etapas.

Etapas essas que teremos que colocar em prática muito do que aprendemos nessa primeira etapa afim de não cometermos os mesmos erros e falhas que nos levaram a chegar muito tarde em nosso destino final.

Fechamos o dia exaustos, porém com a sensação de dever cumprido e com muita vontade de realizar os novos trechos.

Que Deus nos abençoe para que tenhamos forças e maturidade para aprendermos com nossos erros e não os cometer novamente.

Que venham as novas etapas da linda, desafiadora, desgastante e muito recompensadora Estrada Real.

Nossa próxima etapa começa em junho de 2015 saindo de Conceição do Mato Dentro e finalizando em Bom Jesus do Amparo, em que percorreremos em torno de 106 km, sendo 62 no primeiro dia e 44 no segundo dia.

Esse segundo dia foi composto de 75,55 km, compondo 142,23 km em dois dias entre Diamantina e Conceição do Mato Dentro.

Obrigado à todos que de alguma forma participou dessa aventura.

sábado, 9 de maio de 2015

1º Dia: Diamantina ao Serro

Primeiro Dia do Projeto 100% da Estrada Real

Começamos nesse sábado nossa viagem pelas belezas da Estrada Real rumo à Paraty no estado do Rio de Janeiro.

O dia começou ainda de madrugada, onde às 00h nos encontramos no estacionamento da Drogaria Araújo da Cristiano Machado para colocar as magrelas na van e começarmos nossa viagem.

Saímos de BH às 01:30 rumo à Diamantina, onde chegamos às 6:25 da manhã.

Tomamos um café da manhã enquanto as bikes eram retiradas da van. Fomos pegar nossos passaportes na Pousada do Garimpo

O primeiro desafio realizado foi o trajeto de Diamantina à São Gonçalo do Rio das Pedras que passamos por belezas naturais no alto da Serra do Espinhaço.

A chegada em São Gonçalo do Rio das Pedras é composto por uma subida de serra interminável, quanto mais se pedala mais serra tem a ser escalada. Chegar à cidade sem empurrar a bicicleta é quase que impossível, muitos não conseguiram e fizeram o famoso empurra bike. O que não é desmérito algum em se tratando de uma ciclo viagem e de um terro com uma altimetria tão elevada.

Todo sacrifício é recompensado com imagens de tirar o fôlego, até mais que as próprias paredes a serem escaladas. São paisagens mais lindas que outras paisagens.

Ao chegarmos em São Gonçalo do Rio das Pedras realizamos o carimbo dos nossos passaportes no Bar e Restaurante do Ademil, fizemos um lanche composto de pão com linguiça e refrigerantes ou isotônicos.

Após o lanche e com as energias recompostas seguimos rumo ao segundo desafio do dia que será o trecho entre São Gonçalo do Rio das Pedras e Serro

Nesse trecho passamos ainda por Milho Verde, antes de por fim chegarmos ao Serro.

 Para chegar ao Serro novamente foi necessário realizar algumas escaladas de montanha, inclusive sobre asfalto o que não facilitou em nada a nossa vida. Os morros eram realmente muito ingrimes e colocava em desafio toda nossa habilidade de força no pedal.

Foram subidas que não acabavam nunca, mas vencemos.  Vamos ao novo desafio dessa etapa.

Nosso dia terminou com um jantar muito gostoso no Bar e Restaurante Dodoia e Júnio. Uma comida caseira que estava "prá lá de de gostosa" na qual conseguimos recompor as energias consumidas nesse dia e que nos preparou para o descanso merecido para podermos continuar no segundo dia dessa 1ª etapa.

Agora é hora de dormir, pois amanhã ainda teremos algumas paisagens lindas a conhecer, até chegarmos em Conceição do Mato Dentro e hoje percorremos 66,68 km pelas já cantadas Montanhas de Minas.