domingo, 17 de abril de 2016

10° Dia: Prado à São Sebastião da Vitória

 Nesse dia saímos um pouco da Estrada Real para passarmos pelo Parque Passos dos Fundadores da Serra de São José em Prados e não passamos pela comunidade de Bichinhos, mas valeu muito a pena. O parque é muito bonito.

Conhecemos a dona Regina, uma alemã muito simpática, que nos contou algumas histórias sobre a Alemanha e a situação política e econômica que vivemos no Brasil.

O trajeto é muito legal e quase sem perceber chegamos em Tiradentes, onde realizamos os carimbos dos passaportes e um lanche no centro da cidade.

Continuamos rumo à São João Del Rei onde almoçamos e partimos rumo ao destino final que era São Sebastião da Vitória.

O caminho até São Sebastião da Vitória é bem complexo e muito fácil de se perder, fato que ocorreu com um dos integrantes do grupo.

Nesse trajeto temos alguns desafios como morros intermináveis, trilhas em fazendas, marcos escondidos e córregos a serem transpostos.


Assim que subimos um morro muito forte, eu e mais 3 integrantes erramos a entrada para a trilha e descemos uns 2 quilômetros serra abaixo. Ao percebermos o erro, retornamos montanha acima. Alguns dos outros integrantes nos gritaram, mas não ouvíamos direito.

Encontramos com uma dos integrantes que ficou nos esperando regressar e entramos para as trilhas entre as fazendas. Muitas tronqueiras a serem abertas e fechadas, pontos com 2 marcos para serem observados para não errarmos novamente e a noite chegou.

Junto com a noite veio o frio e a vontade de chegar na no apoio para retornarmos para BH. O trajeto até São Sebastião da Vitória foi ficando mais fácil e chegamos por volta das 18 horas para tomarmos um banho e regressarmos à BH.

Essa etapa foi a melhor até o presente momento, nos divertimos muito e crescemos muito enquanto equipe, apesar de alguns erros a serem ajustados.

9° Dia: Entre Rios de Minas à Prados

Essa etapa foi muito aguardada e estávamos todos muito ansiosos pelo seu início, afinal a última havia sido em setembro de 2015.

Já estávamos todos com saudades da Estrada Real e com muita vontade de prosseguir com esse desafio.

Começamos o dia em Entre Rios de Minas por volta das 6 horas da manhã e com muito ânimo fomos sentido a Casa Grande. O trajeto é muito bonito e tem algumas poucas dificuldades para quem já está nesse desafio desde Diamantina, a maior preocupação é em relação aos mata-burros em transversal que podem causar um acidente para nós que estamos no caminho de bicicleta.

Nos divertimos muito nesse trecho, não encontramos dificuldades em relação a ficarmos perdidos ou mesmo subidas que proporcionassem maiores desgastes, apesar de ter muitas subidas com cascalho solto.

Fizemos o trajeto com um tempo relativamente grande, uma vez que paramos muito para fotografias e reposições físicas.

De Casa Grande para Lagoa Dourada o trajeto foi também razoavelmente fácil e composto por paisagens muito bonitas. Chegamos em Lagoa Dourada onde almoçamos e fizemos o carimbo dos passaportes.

A saída de Lagoa Dourada para Prados é de uma beleza ímpar e com muitos atrativos para aqueles mais aventureiros na bike. Algumas trilhas mais técnicas apareceram pelo caminho e transposições de um pequeno córrego d'água com muita lama garantiram muita adrenalina à cicloviagem.

O dia já estava acabando e com isso fomos agraciado com um por do sol muito bonito, porém a preocupação aumentava à medida que o dia acabava, afinal pedalar à noite não é muito agradável para quem está em uma cicloviagem por onde nunca se passou.

O grau de dificuldade aumentou muito, dado as dificuldades do próprio trecho bem como o fator escuridão. Apesar de alguns sustos e imprevistos durante o dia como pneus furados, passador traseiro pulando marchas, alguns tombos, entre outros, chegamos bem e fizemos uma boa festa na hora do jantar.

Mais um dia concluído com muita pedalada e aprendizados. Estamos melhorando enquanto grupo, mas ainda temos arestas a serem corrigidas.









sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Dia Anterior à 5ª Etapa - Primeira de 2016

É chegada a data da nossa 5ª etapa da Estrada Real, essa será a 2ª Etapa do Caminho Velho e a 1ª de 2016.

Começaremos em Entre Rios de Minas e o destino final dessa etapa será São Sebastião da Vitória.

Vamos fazer o check-list para não deixarmos nada para traz:

  • Câmara reserva - 1 ou 2 - OK
  • Kit remendo - importante observar se tem cola na bisnaga - OK
  • Bomba de ar - OK
  • Jogo de chave allen - OK
  • Chave de corrente - OK
  • Óleo lubrificante - OK
  • Elo de corrente - powerlink ou pedaço de corrente - OK
  • Gancheira reserva - OK
  • Manchão
  • Lanternas traseira e dianteira - OK
  • Duas mudas completas de roupa de ciclistas OK
  • Uma bermuda ou calça de tecido sintético - OK
  • Uma camiseta de manga longa ou curta - OK
  • Capa de chuva
  • Segunda pele - OK
  • Luvas - OK
  • Capacetes - OK
  • Óculos - OK
  • Sapatilhas de MTB - OK
  • Chinelo - OK
  • Estojo com itens de higiene (sabonete, escova e creme dental) - OK
  • Filtro solar - OK
  • Protetor labial
  • Papel higiênico (nunca se sabe quando será necessário)
  • Kit de primeiros socorros básicos (ataduras, gases, curativos, esparadrapos)
  • Luvas cirúrgicas
  • Máquina fotográfica - OK
  • Passaportes - OK
E claro para não ficarmos perdidos:
  • Wikiloc com o trajeto - 
  • Garmin com o trajeto - 
  • Planilhas do trajeto - OK

segunda-feira, 28 de março de 2016

Planejamento da 5ª Etapa

Continuando nossa expedição pela Estrada Real, vamos continuar a percorrer o Caminho Velho de onde paramos na etapa anterior.

Um ponto de atenção que devemos ter cada vez mais controlado é o horário de saída das pousadas, uma vez que agora estamos nos afastando de BH e isso pode ser um diferencial enorme para o horário de chegada em BH e trabalho no dia posterior.



Nosso primeiro dia será composto por 80 km percorridos de Entre Rios de Minas, passando pro Casa Grande, Lagoa Dourada e finalizando em Prados.

O segundo dia será composto por 55 km percorridos entre Prados e São Sebastião da Vitória, passando por Bichinhos, Tiradentes e São João Del-Rei

Trecho de Entre Rios de Minas e Casa Grande

A estrada do trecho é de fácil acesso, com poucas subidas e descidas íngremes. É quase toda em terra e com pouco cascalho. O percurso é marcado pela bela paisagem da Serra de Camapuã. No trajeto estão várias fazendas, mata-burros, plantações de milho e pequenas igrejas. Destaque entre elas é a capela de Nossa Senhora da Lapa de Olhos d´agua, cuja construção foi iniciada, provavelmente, no ano de 1683. Neste trecho existem dois pequenos vilarejos, Camapuã e Catauá, que podem ser pontos de apoio aos viajantes.   O trecho termina na cidade de Casa Grande. Uma casa construída para abrigar as famílias dos bandeirantes que vieram para a região em busca de ouro dá origem ao nome da localidade.

Carimbos em Entre Rios de Minas:
Pousada das Pedras - Rua Lagoa Dourada, 244 – Centro
Secretaria de Turismo - Rua Suaçui, 103 – Centro (Só de segunda à sexta)

Trecho Entre Casa Grande e Lagoa Dourada

O trecho feito quase todo em estrada de terra, com exceção entre os marcos 866 a 874 (total 2 Km), onde está um trilha estreita, que não passa carro. É composto por subidas e descidas leves.   O final é em Lagoa Dourada, cidade conhecida nacionalmente como a terra do rocambole. Seu nome tem origem na descoberta do ouro em uma lagoa, por bandeirantes no século XVII.

Não há carimbo em Casa Grande

Trecho Entre Lagoa Dourada e Prados

Para viajar pelo eixo principal, ao sair de Lagoa Dourada, deve-se entrar à esquerda e ir seguir os marcos da Estrada Real. Nesse trecho, a estrada é boa e de fácil acesso, com cascalhos e alguns mata-burros. Entre os marcos 875 a 887 (total 5 Km), existe uma trilha com descidas muito íngremes. Por ser trilha não tem como seguir pela ER de carro, assim, carro seguir as orientações que estão nas planilhas. Durante o trajeto o viajante tem a companhia de belas paisagens de serras, de onde avistam-se antigas fazendas e construções, como a Fazendo da Engenho, datada do século XVIII, com sua senzala. O local foi visitado pelo imperador D. Pedro algumas vezes.   O trecho termina na cidade de Prados, referência na Estrada Real em artesanato e artefatos em couros. Vale à pena conferir os inúmeros ateliês.
Vamos seguir as orientações para carros e não descer pelas trilhas.

Carimbos em Entre Lagoa Dourada:
Legítimo Rocambole - Rod. BR 383. 06h às 21h – Todos os dias
Pousada das Vertentes - R. Bom Jesus, 28 (Todos os dias)
Casa da Cultura - Rua Tancredo Neves, 495.  (Só de segunda à sexta)

Trecho Entre Prados e Tiradentes

O trecho todo é considerado de fácil acesso, de pouco movimento, plana em sua maior partes e com poucos mata-burros. A paisagem é marcada pela presença da Serra de São José, que pode ser avistada durante boa parte do trajeto.   O trecho passa por Vitoriano Veloso, mais conhecido como Bichinho, um charmoso vilarejo com inúmeros ateliês de artistas e lojas de artesanatos. De lá até Tiradentes a estrada é de calçamento, com poucas subidas.   O final do trecho é nas ruas de pedras de Tiradentes. A cidade preserva antigos casarões, com grande infraestrutura de atendimento ao turista. Restaurantes que aliam a tradicional culinária mineira com requintadas receitas internacionais, ateliês e lojas de artesanato dão o tom do lugar.   Em Tiradentes, o viajante não pode deixar de conhecer igrejas como a de Santa Antônio, construída entre 1710 e 1750, que ocupa um dos lugares no pódio das igrejas brasileiras com maior quantidade de ouro na ornamentação.

Carimbos em Entre Prados:
Pousada Vila Olga - Final do Bairro Chagas Pinheiro, Zona Rural – Todos os dias
Empório Vó Carmen -  R Antônio Cardoso Vale,700 A (segunda a sábado de 08h às 18h e aos domingo: 09h às 12h)
Departamento de Cultura e Turismo - Rua José Silva Filho,11.  (Só de segunda à sexta)

Bichinhos não tem Passaporte

Trecho Entre Tiradentes e São João del Rei

Trecho todo plano e de calçamento até o km 6. A partir da cidade de Santa Cruz de Minas, segue-se por asfalto até São João Del-Rei.   A Serra de São José acompanha o viajante durante todo o trajeto, formando uma bela paisagem. O trecho abriga o primeiro totem instalado da Estrada Real (km 4,28), um atrativo a mais para o turista. Perto dele é possível ver uma bela cachoeira.   O trecho termina em São João Del-Rei, importante ponto de troca de mercadorias até o século XIX. Mesmo sendo uma cidade de médio porte, preserva o centro histórico, onde é possível ver diversas faces da arquitetura brasileira - do barroco colonial do século XVIII, com suas belas igrejas, ao eclético do século XIX, com seus elegantes sobrados.


Carimbos em Entre Tiradentes:
Centro Cultural Yves Alves - Rua Direita, 168 - Centro – Todos os dias  09h às 18h
Secretaria de Turismo - Rua Resende Costa, 71 ( 09h às 17h– Todos os dias)
Pousada do Largo - Largo das Forras.  (Todos os dias – 24 horas )

Trecho Entre São João del Rei e São Sebastião da Vitória

Os primeiros 10,5 km deste trecho não possibilitam a passagem de carro. Para quem estiver motorizado, portanto, a dica é começar pelo povoado do Rio das Mortes. Daí até São Sebastião da Vitória é possível passar com veículos.   O trecho inicial de trilha não apresenta dificuldades. É aberto e com caminho bem demarcado. A exceção é depois do marco 942, que confunde o viajante pela falta de um marco da Estrada Real. Fique atento!   Até São Sebastião da Vitória, o trecho passa a ser em estrada de terra em bom estado de conservação. Há, no marco 969 a travessia de um rio, onde existe risco de atolamento. É necessário ficar atento.   O trecho termina no distrito de São Sebastião da Vitória.

Carimbos em Entre São João Del Rei:
Secretária de Turismo - Praça Frei Orlando, 90. Centro – Todos os dias  08h às 17h
Pousada dos Sinos - R. Eduardo Magalhães,106. Centro ( 8h00min às 23h00min. Todos os dias )
Agência Rumos em Rotas - Rua Padre José Maria Xavier, 35.  (Sábado: 09h às 16h - Domingo: 09h às 12h )

Não há carimbo em São Sebastião da Vitória

domingo, 2 de agosto de 2015

8° Dia: Congonhas à Entre Rios de Minas

Como finalizamos o dia muito tarde no dia anterior, fomos jantar já era mais de 22h, começamos o dia de hoje um pouco mais tarde com o café da manhã às 7:30.

Após o café da manhã fomos iniciar nossa pedalada e tivemos um imprevisto já na porta do hotel, a bike de um dos integrantes furou o pneu e tivemos um pouco mais de atraso.

Chegamos á Basílica dos Profetas e fomos realizar o carimbo de nossos passaportes no Centro de Apoio ao Turista, o que nos consumiu um tempo relativamente grande para quem já estava atrasado. Em uma próxima etapa pensaremos em uma pessoa ir na frente para adiantar esse processo.

Carimbos realizados e fotos registradas, partimos rumo à Pequeri. Só que em uma cicloviagem não podemos pensar no destino final e sim nas pequenas etapas até o próximo desafio. Sendo assim, vamos passar em Alto Maranhão antes de Pequeri.

O trecho é relativamente fácil, por uma estrada calçada e que não nos exigiu muitos esforços. Algumas paradas são necessárias para registros de fotos e admiração das paisagens.
Até Pequeri não tivemos muitas dificuldades graças ao trajeto fácil, sem muito movimento de veículos e composto por muitas sombras.

Em Pequeri seguimos por um trecho dentro de uma fazenda que nos levou à uma trilha muito divertida e com alguns trechos que nos exigiu um pouco de técnica para realizar. Esse trecho foi muito proveitoso e divertido.

Quando achávamos que havia terminado o trajeto de trilha, fomos remetidos a passar em um pasto e por uma trilha. Esse trecho também foi divertido, mas como o sol estava muito forte, acabou sendo um pouco desgastante, nada de muita exigência, apenas a questão do calor forte.

O dia estava muito bonito, com muito sol e calor. Para nos refrescarmos e recompor um pouco das energias, paramos em uma padaria em São Brás do Suaçuí para um pequeno lanche e refresco.

Lanche realizado e fotos registrando a nossa passagem por essa pequena cidade, seguimos rumo à Entre Rios de Minas. O início do trajeto foi por asfalto, o que nos remete à ter mais atenção devido ao fluxo de veículos automotores em velocidade alta e a pista não tem acostamento.

O trajeto fica melhor após atravessarmos a porteira no marco 766 a pouco mais de 2 km do ponto de partida.

Passamos por diversas fazendas em estrada de chão batido e perfeito para a cicloviagem. Aproveitamos muito para tirar fotos, descansar nas descidas generosas e alguns trechos de mata alta que nos acolhia com suas sombras.
O sol estava cada vez mais forte, pois já passávamos do meio dia e o desgaste natural foi chegando. Não poderíamos desistir, pois já estávamos chegando.

Nesse trecho é bom ficar muito atento aos mata-burros que são muitos e alguns servem até de ponte. Essa característica ficou evidente para uma integrante do nosso grupo que é acometida por um medo de pontes com passagens estreitas. Mas nada que o grupo não a ajudasse a transpor o desafio e tentar vencer o medo.

Por fim, faltando pouco menos de 10 quilômetros, foi chegando aquele desejo de continuar a viagem e que aqueles 10 km demorassem muito para passar. Acho que o desejo foi tão forte que a pouco menos de 3 km da cidade, outro integrante do grupo teve o pneu furado e paramos para o ajuste necessário.

Continuamos a pedalar já pensando na próxima etapa que somente ocorrerá em 2016 e então chegamos ao nosso destino final dessa etapa.

A quarta etapa do projeto e primeira etapa do Caminho Velho consistiu pedalar os 44 km entre Congonhas e Entre Rios de Minas sob um dia que nos castigou com um sol muito forte e escaldante, mas nos recompensou com belas vistas, com caminhos fáceis e bonitos.

Nos despedimos de Entre Rios de Minas com direito a um banho e almoço. Após o almoço realizamos o carimbo nos passaportes e partimos rumo à BH na expectativa de um breve retorno para o início da Quinta Etapa do Projeto 100% Estrada Real e Segunda Etapa do Caminho Velho.


sábado, 1 de agosto de 2015

7° Dia: Ouro Preto à Congonhas

 Hoje começamos a quarta etapa do Projeto 100% Estrada Real e primeira Etapa do Caminho Velho. Iniciamos o dia em Ouro Preto de onde partimos rumo à Congonhas.

Nosso primeiro desafio foi subir pelo asfalto até o trevo que leva à São Bartolomeu. Nesse ponto encontramos uma montanha a ser escalada, doce ilusão achando que era apenas a parte de asfalto que seria subida.

Assim que escalamos o primeiro morro fomos surpreendidos por uma visão magnífica de onde era possível ver Ouro Preto, um pouco de Mariana e à distância uma cidade que julgamos ser Nova Lima. Passada a embriagues da visão continuamos nossa pedalada pelas montanhas de Minas que são Gerais, afinal o primeiro objetivo era Glaura passando por São Bartolomeu.

Uma decisão importante que tomamos foi não passar pela trilha que leva ao Chafariz de 1792, passamos pela estrada normal de carro que leva até São Bartolomeu. Ao chegar nesse povoado ficamos sabendo que nem de moto está possível passar pela trilha devido às erosões do tempo e chuvas.

Como estávamos em São Bartolomeu, resolvemos comer um bolinho de bacalhau acompanhado por uma pinga, daquelas que só a Estrada Real é capaz de oferecer.

Saindo de São Bartolomeu, avistamos a doceria Doces Edutijolo onde tivemos que parar por alguns minutos apreciando e comprando algumas amostras de doces. Lógico que jurávamos que os doces e pingas compradas seriam para os entes queridos que ficaram em BH.

Logo na saída tivemos uma dúvida por onde continuar na Estrada Real, "Antes da  Ponte ou Depois da Ponte?". Após alguns minutos e pesquisas resolvemos que o caminho correto seria antes da ponte virando à direita e assim fomos rumo à Glaura. Quando encontramos o Marco, apelidado de Marcão, ficamos felizes por estarmos corretos e não ter que voltar para pegarmos o caminho após a ponte.

Mais à frente, no marco 629, resolvemos enfrentar a trilha de 3 quilômetros dita de fácil acesso que de fácil não tem muita coisa, mas compensa pela beleza e desafio. Tivemos que fazer um trabalho de equipe muito gratificante para atravessar as bikes em uma pinguela, esse trabalho foi também muito divertido.

Ao chegar em Glaura ficamos admirados com o povoado que é muito pacato e cheio de histórias, mas tivemos que partir rápido uma vez que iríamos almoçar em Cachoeiro do Campo e um integrante do nossa equipe se perdeu, tomando o caminho após a ponte em São Bartolomeu e já estava chegando em Cachoeiro do Campo.

O trecho entre Glaura e Cachoeiro do Campo não merece muito destaque uma vez que é todo asfaltado, mas possui algumas paisagens muito bonitas.

Almoçamos em Cachoeiro do Campo e reagrupamos nossa equipe, dessa forma o pedal fica mais agradável e não nos preocupamos com ninguém que esteja desagrupado. Na saída de Cachoeiro do Campo rumo a Santo Antônio do Leite, fomos aplaudidos pelo Pinguim, um senhor que estava com amigos tomando pinga. Adivinhem o que aconteceu nesse momento? Acertou quem falou que paramos para tomar pinga com ele.

O Pinguim ficou tão agradecido e feliz de termos parados com ele que disse: "Esse foi um presente em minha vida, vocês me fizeram muito feliz hoje. A minha casa estará sempre aberta para vocês. Voltem sempre." Nos despedimos e fomos rumo à Santo Antônio do Leite.

Em Santo Antônio do Leite reabastecemos nossos reservatórios de água, hidratamos um pouco com isotônicos e água e seguimos rumo a Lobo Leite. Na saída da cidade conhecemos uma pequenina amiga que estava aprendendo a arte de pedalar. Brincamos um pouco com ela e seguimos nosso destino.

Esse trecho foi, psicologicamente, difícil uma vez que seria uma quilometragem longa entre as cidades, 37 km e o receio de ficarmos sem água era grande. A todo instante pensavam em chegar em Miguel Burnier para um descanso e refresco em algum estabelecimento comercial, mas a noite foi chegando, com ela o frio e a escuridão.

Pegamos nossas lanternas, nossos corta-ventos e demais agasalhos e continuamos nossa pedalada rumo à Lobo Leite.

O trecho entre Miguel Burnier e Lobo Leite é muito bonito, mas igualmente tenso. Os caminhões das mineradoras passam a todo instante ao lado do ciclista e com velocidade alta, levantando muita poeira que junto com a escuridão da noite nos fazia enxergar quase nada.

A beleza dessa região foi ainda mais abrilhantada com uma lua muito linda e grande que a noite nos proporcionou, às vezes até nos esquecíamos dos caminhões que passavam ao nosso lado.

Por fim chegamos em Lobo Leite com um misto de satisfação, alegria e cansaço, mas agora faltava pouco para chegarmos em Congonhas onde pousaríamos essa noite.

Os 7 km entre Lobo Leite e Congonhas começam com um desafio de subir uma montanha com inclinação forte que alinhada ao cansaço nos ameaçava a não conseguir. Resolvemos empurrar em alguns pontos para não sofrer nenhum desgaste maior.

Esse trajeto nos reservava ainda mais emoções, já que pedalar à noite em um local que não se conhece já é um bom atrativo. Alinhado à isso, tivemos uma surpresa de alguns marcos estarem escondidos e a planilha incompleta.

O marco 201 está escondido dentro de uma cerca de arrame em uma propriedade. Nesse ponto um integrante da nossa equipe passou direto ao invés de virar à esquerda. Outro membro da equipe foi atrás para buscar o integrante perdido.

Desse ponto em diante passamos a ir mais lentamente e parando em cada marco para acompanhar com a planilha, dado o receio que estávamos.

Mais à frente outro ponto de susto, onde está o marco 203? Escondido entre um espinheiro. Sustos recompostos seguimos rumo à Congonhas.

Chegando em Congonhas a planilha nos joga em uma rua que é contra-mão, mas optamos por fazer uma travessia diferente e então chegamos ao nosso destino final deste primeiro dia no Caminho Velho.

Foram ao todo 98,73 quilômetros percorridos entre Ouro Preto e Congonhas.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

O Dia anterior da 4ª Etapa

É chegada a data da nossa 4ª etapa da Estrada Real, já finalizamos o Caminho dos Diamantes e agora começaremos a 1ª Etapa do Caminho Velho.

Começaremos em Ouro Preto e o destino final da viagem será Paraty, mas nessa etapa iremos até Entre Rios de Minas pousando em Congonhas.

Vamos fazer o check-list para não deixarmos nada para traz:

  • Câmara reserva - 1 ou 2 - OK
  • Kit remendo - importante observar se tem cola na bisnaga - OK
  • Bomba de ar - OK
  • Jogo de chave allen - OK
  • Chave de corrente - OK
  • Óleo lubrificante - OK
  • Elo de corrente - powerlink ou pedaço de corrente - OK
  • Gancheira reserva - OK
  • Manchão
  • Lanternas traseira e dianteira - OK
  • Duas mudas completas de roupa de ciclistas - OK
  • Uma bermuda ou calça de tecido sintético - OK
  • Uma camiseta de manga longa ou curta - OK
  • Capa de chuva
  • Segunda pele - OK
  • Luvas - OK
  • Capacetes - OK
  • Óculos - OK
  • Sapatilhas de MTB - OK
  • Chinelo - OK
  • Estojo com itens de higiene (sabonete, escova e creme dental)
  • Filtro solar
  • Protetor labial
  • Papel higiênico (nunca se sabe quando será necessário)
  • Kit de primeiros socorros básicos (ataduras, gases, curativos, esparadrapos)
  • Luvas cirúrgicas
  • Máquina fotográfica - OK
  • Passaportes - OK
E claro para não ficarmos perdidos:
  • Wikiloc com o trajeto - OK
  • Garmin com o trajeto - OK
  • Planilhas do trajeto - OK